segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Praga - Dia 1

Foram 5 dias que souberam a pouco. Dias com muito quilometro nas pernas, com muito disparate, muito riso. Dias maravilhosos.
Os disparates começaram logo em Portugal, eu que nunca tinha andado de avião só queria que aquela coisa gigante não caísse, estava uma pilha de nervos e como tenho os melhores amigos desta vida eles resolveram deixar-me ainda pior, lembrando-me de todas as tragédias possíveis e imaginárias com aviões. Mas lá fomos, correu tudo bem, não é tão mau como imaginava, excepto a descolagem que não achei nada agradável.
Chegados ao aeroporto de Praga tratámos de levantar dinheiro (as taxas de levantamento são para lá de horríveis, por isso mais vale levantar muito de uma vez ou pagar directamente com multibanco que tem taxas bem menos elevadas) e fomos comprar os bilhetes para o autocarro. Os bilhetes de transportes públicos podem ser usados para vários transportes, existindo bilhetes de vários preços conforme o tempo de utilização. Comprámos o bilhete de 90 minutos que custa cerca de 1,30€, apanhámos o autocarro até ao metro (não circulam autocarros dentro da cidade) que nos levou até Nové Město (Praga 2) onde era a "nossa" casa. Optámos por alugar uma casa no airbnb, a casa era óptima, central (fomos a pé para todo o lado) e como éramos 4 ficou bem mais barato. Depois de instalados, fomos ao supermercado e aí foi a aventura. Nada está escrito em inglês (encontrámos umas pizzas que tinham os ingredientes escritos em português, fora isso tudo em checo, russo e afins) portanto uns andavam com o tradutor e outros com o conversor de moeda. As coisas são realmente baratas, comprámos jantar para esse dia e coisas para o pequeno almoço (que acabou por ser uma espécie de brunch) para os restantes 4 dias e pagámos cerca de 35€.
Depois do jantar fomos apenas fazer o reconhecimento das redondezas, passeámos junto ao rio, e fomos conhecer a famosa ponte Carlos (Karlův most) que está sempre cheia. E pronto, foi o primeiro dia em Praga.
Ponte Carlos, Castelo e Catedral


Estátua de Karlův  junto à ponte com o seu nome

Na ponte Carlos

 

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Fui só aqui

Foram 5 dias maravilhosos, com muito riso e felicidade à mistura. Cheguei ontem, com direito a aplausos e tudo (afinal eram para o Markovic, esse traidor, que chegou ao mesmo tempo). Agora vou só estudar, fazer trabalhos e acabar um curso e depois conto como foi a viagem.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

"Liberté, egalité, fraternité"? Só que não


A história da proibição do burkini, em França, anda a incomodar-me. Incomodar é pouco, anda mesmo a irritar-me e muito. Proibir a burka eu até percebo, por questões de segurança é importante que a pessoa não tenha a cara tapada, e de burka é impossível identificar seja quem for. Agora o burkini muito sinceramente não percebo a escandaleira. Aquilo incomoda exactamente porque? Uma pessoa completamente vestida (mas com cara à mostra) incomoda? É que a mim sinceramente consegue incomodar-me mais algumas pessoas demasiado despidas, incomodam-me as leggins em geral, as "tigresse" em particular, mas não andam aí a proibir as pessoas de as vestir pois não? Não percebo o porquê de países (supostamente) desenvolvidos fazerem uma proibição dessas. Onde é que anda a liberdade de cada um poder vestir o que quiser? Anda-se a criticar a falta de liberdade nos países muçulmanos, que têm uma total falta de respeito pela liberdade em geral e das mulheres em particular e depois faz-se uma coisa destas? Não percebo como é que andamos a regredir em direitos supostamente básicos, e voltamos a ter que nos vestir como outros consideram correto. A França, com o seu lema "liberté, egalité, fraternité"consegue contradizê-lo absolutamente com esta proibição. O medo está a toldar-nos completamente o juízo e a deixar-nos tão extremistas como os que andamos a combater.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Fotos de m**da (literalmente)

Já vi muita coisa nesta minha curta vida, e já ouvi dizer que o parto pode afectar um bocado as mulheres, mas o que eu nunca tinha visto era uma mãe a anunciar orgulhosamente o nascimento do seu filho com uma foto do pequeno todo borrado, as devidas desculpa mas foi mesmo a palavra mais simpática para descrever a situação.
Eu até folgo em saber que a criança nasceu bem, saudável e que os intestinos estão a funcionar que é uma maravilha, mas não precisava de provas disso. Não precisava de ver essas provas por todoooooooo o lado, chegava-me a palavra da mamã e mesmo isso já era too much information. Escusado será dizer que esta pessoa já foi posta a andar do meu facebook, certo?

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Medo

Medo de ser feliz. Provavelmente a coisa mais estúpida que me passou pela cabeça mas acho que é isso mesmo. Tenho medo de demasiada coisa, medo de falhar, medo de me magoar, medo de sofrer, medo de tentar. O pensamento é sempre o mesmo, e se não resultar, e é esse mesmo medo que me impede de experimentar, de tentar. O medo paralisa, e nunca saberei o que seria se o tivesse enfrentado. Um dia vou ignora-lo e tentar. Se falhar, falhei, se me magoar, magoei, se sofrer sofri. Mas se tentar, ao invés de deixar as horas, os dias, os anos, a vida passar talvez seja realmente feliz. E se não for à primeira, aprendo com o que passar e um dia há-de ser.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Je suis désolé

Mentiraaaaaaaaaaa, não estou nada. Mas imagino que deva ser o que mais dizem os franceses hoje.

Nunca acreditei que este dia chegasse, menos ainda com esta equipa, com este treinador (não fui a única mas hoje parece que sim). Achava que tínhamos desperdiçado a nossa melhor oportunidade de sermos campeões em 2004, e que ia demorar muito, muito mesmo,  até que a hipótese de ganharmos um campeonato da Europa voltasse a acontecer.

Mas ontem antes do jogo, achava mesmo que íamos ganhar, não houve o nervosismo durante os 90 minutos de outras vezes (e ainda bem, este pobre coração não aguentava), quando o Ronaldo ficou lesionado não fiquei preocupada. Quem me conhece sabe que não sou a maior fã do Ronaldo, tenho orgulho que tenhamos o melhor do mundo, óbvio, mas sempre achei que ele fazia muito pouco pela selecção, era egoísta, e que se dependia demasiado dele. A comunicação social sempre a vangloriar o Ronaldo como se ele jogasse sozinho, reclamava-se sempre que ele não tinha equipa para ele na Selecção e nunca me pareceu benéfico para um jogo em equipa, existir uma estrela e o resto não interessava para nada. Acho que essa foi a principal diferença neste Europeu, vi um Cristiano mais virado para a equipa, mais empenhado, mais companheiro dos colegas e por isso mesmo ontem fiquei com muita pena quando ele saiu da maneira que saiu, merecia ter ficado até ao fim do jogo e sair de campo de pé e com lágrimas de alegria. Mas ficou a prova que precisamos de 11 em campo, tenham eles o nome que tenham. No prolongamento aí sim começou a ficar complicado, o Patrício (nunca pensei dizer isto, mas grande Patrício) defendia que se fartava mas já diz o ditado "tantas vezes o cântaro vai à fonte, que acaba por lá ficar", o coração a ficar acelerado, os minutos a passarem, os penáltis à espreita e senhores eu não aguentava penáltis, sofro demasiado com penáltis. Felizmente não foi preciso, veio o Éder (quem diria) e marcou o golo que precisávamos. 

Calámos todos os que achavam que nunca iríamos conseguir, chamaram-nos tudo, os franceses achavam que 10 minutos e resolviam o jogo e despachavam-nos de TGV, mas não nos conhecem, não conhecem a nossa história, já conquistámos uma vez o mundo, podemos muito bem fazê-lo mais uma, duas, quantas vezes queiramos.

O Euro 2004 continua-me atravessado, merecíamos tanto ter trazido ficado com a taça, ela era nossa. Não ficámos, não faz mal, ontem foi a nossa vingança e roubámos sem dó nem piedade a taça aos franceses que sentiram o que é virem à nossa casa e levarem-nos a taça.

Foi com 12 anos de atraso, mas mais vale tarde que nunca. O caneco é nosso!!!! SOMOS CAMPEÕES e esta já ninguém nos tira.



quinta-feira, 30 de junho de 2016

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Coisas que não percebo

Posso viver mil anos, que há coisas que nunca vou perceber.

1º A necessidade que as pessoas têm de se revoltar nas redes sociais com coisas de pouca importância. Isto é geral, não é só cá no nosso portugalinho (feliz ou infelizmente). E normalmente, quanto menos importância o caso tem mais as pessoas se irritam. Mas Portugal tem uma agravante, existe um conjunto de pessoas retardadas (calmaaaaaa, não estou a ofender ninguém, retardado é algo que chega tarde, que se atrasa - fui confirmar ao dicionário que é por causa das coisas) que se revoltam como se estivesse prestes a rebentar a 3ª guerra mundial por causa de uma coisa que se passou à SEIS anos. Ok, o senhor foi extremamente infeliz nas palavras, até aqui completamente de acordo, mas uma pessoa que pousa nu com o disco à frente e usa capachinho acho que ninguém esperava que alguma vez disse-se coisas como deve ser. Vamos lá ter calma, que isso faz mal ao colesterol, provoca AVC's (principal causa de morte em Portugal juntamente com todas as outras doenças existentes, também não percebo mas fica para uma próxima).
 
2º Os Verdes, esse grande partido que pretende "promover uma intervenção ecologista mais activa na sociedade portuguesa" (sim é o que diz no site deles, fui pesquisar que não quero dar informações erradas a ninguém) querem que na Constituição da República Portuguesa (que às vezes mais parece das bananas) passe a constar a obrigatoriedade dos toureiros terem a escolaridade obrigatória. Ora se calhar sou só eu, mas vejo demasiadas coisas erradas nesta frase. Em primeiro lugar penso em Verdes vem-me à cabeça campo, campo - animais, animais - touros, touros - touradas. Na minha cabeça (e aqui confesso que o erro é meu) achava que os verdes não se preocupavam só com os campos e em reciclar, que os animais também eram importantes na sua agenda política, mas afinal desde que quem espeta a farpa no touro tenha lido "Os Maias", "O Memorial do Convento", "Os Lusiadas" e "A Mensagem" já não há problema nenhum. E eu até consigo perceber a lógica porque eu cá também preferiria levar uma facada de uma pessoa minimamente culta do que de uma pessoa que não sabe quando é 2+2.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Ahhhh como é bela a vida adulta!!

Funcionária explica exercício à criança, patrão vai tirar dúvida à criança e diz que a funcionária está errada. Patrão premeia a criança pelo raciocínio e chama funcionária ao quadro (porque a funcionária afinal tem 4 anos) para que esta explique o porquê de ter explicado daquela maneira à criança. Patrão estava errado, funcionária estava certa. Patrão continua a achar que tem razão. Funcionária controla a vontade de virar costas e ir embora e volta ao pé da criança e acaba de resolver o exercício "à la maneira do chefe". Surpresa das surpresas o resultado dá mal, e funcionária não sabe se há-de ir mostrar ao chefe que sempre estava errado, se deixa a criança levar o exercício errado ou se lhe diz para ignorar os últimos 5 ou 10 minutos e voltar à maneira inicial.


sexta-feira, 29 de abril de 2016

Desconhecido

Ouvir o teu nome e afectar-me como achava que já não me afectava. Ouvir falar de ti e reconhecer apenas o nome. Tão estranho, tão surreal. Mas ao mesmo tempo reconhecer exactamente tudo o que é descrito. Não é a descrição da pessoa que eu conheci, mas é definitivamente a descrição de quem foste no fim. Talvez por inocência, ou estupidez, continuo a acreditar que realmente te conheci. Que foste sempre verdadeiro, mas que mudaste. Para pior, muito pior, mas foi uma mudança e não um engano. Prefiro mil vezes que te tenhas tornado um desconhecido a nunca te ter conhecido de verdade.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Eu tenho um problema

Sou despistada e isso implica não fixar lá muito bem as cara das pessoas ou achar pessoas parecidas quando estas não têm nada a ver. Pior, achar que uma pessoa (que só eu acho parecida) é a própria da pessoa com quem eu quero falar. Resultado: barraca e uma vergonha gigante com vontade de me enfiar debaixo de uma pedra.
Hà uns anos, quando entrei para a faculdade um colega pediu-me uns apontamentos, até aqui tudo bem, mas passados uns dias senta-se um rapaz ao meu lado e eu estendo-lhe os apontamentos dizendo-lhe que estavam ali os apontamentos que ele me pedira, como já devem ter percebido não era a mesma pessoa, e como é óbvio ficou a olhar para mim num misto de 'esta gaja é maluca' com 'já vi tentativas de engate melhores'.
Hoje voltou a acontecer, tinha combinado com uns colegas de faculdade fazer um trabalho, um deles conheço bem, o outro nem por isso (eu achava que sim, mas...), não tinha bem a certeza onde estavam por isso entrei em várias salas à procura deles, numa das salas (a única que restava) estava um rapaz praticamente enfiado no computador, de phones, tal e qual esse colega costuma estar, dirijo-me ao rapaz e pergunto se o outro colega ainda não tinha chegado, o rapaz fica a olhar para mim com cara de parvo, sem perceber nada. Eu, parvalhona, ainda insisti se ele não estava ali para fazer o trabalho xpto, ele continuou com a mesma cara. Eu lá pedi desculpa, disse que tinha feito confusão, e saí dali o mais depressa possível. Acontece que eu tinha percebido mal o local de encontro e eles estavam noutro sítio. Eu continuo a achar que eles eram iguais, que eram a mesma pessoa, mas parece que não. Só comigo!!!

segunda-feira, 25 de abril de 2016

25 de Abril

Foto minha (um bocado desfocada, mas apropriada ao dia)
Aproveitemos a liberdade que nos foi dada neste dia, sem nunca esquecer que mais liberdade traz mais responsabilidade. Que a liberdade para além de um direito é um dever, porque se temos o direito à nossa liberdade também temos o dever de respeitar a liberdade dos outros.

sábado, 23 de abril de 2016

Feliz Dia do Livro

Imagem retirada do Pintrest

Provavelmente a história de amor mais bonita de sempre

Dia da Terra

Imagem retirada do Pintrest
Foi ontem, eu sei, mas temos que preservar este belo planeta o nosso, todos os dias e qualquer que seja o motivo para fazê-lo é válido. Nem que seja pelo chocolate.

domingo, 17 de abril de 2016

Era a festa de casamento da minha prima. Cheguei e tu estavas lá. Não compreendi. Não a conheces. O que é que fazias ali? Tentei falar contigo. Puxaram-me, era preciso tratar de um qualquer assunto que não me consigo lembrar. Perdi-te de vista. Encontrei-te. Ou talvez tenhas sido tu a encontrar-me. Perguntei-te o que fazias ali. Não me respondeste. Insisti. Disseste apenas que tinhas vindo falar comigo. Perguntei como sabias que estaria ali. Não conheces ninguém. Não falamos há meses. Mais uma vez deixaste o silêncio como resposta. Eu cada vez mais confusa. Tu. Seguro. Sempre. Ia insistir. Apareceu uma criança. Agarrou-te pela mão. Tu foste. Não resististe. Deixaste-me sem resposta. Nunca deste as respostas quando eu queria. Sempre no teu tempo. Tiras-me do sério. Essa tua mania de adorar ver-me fora de mim. Só respondes quando queres. Tu sabes que me tira do sério. Não te voltei a ver. A festa acabou. Fui-me embora. Ia sozinha. Oiço-te. Ana. Espera. Questionei-te. Para que? Desta vez respondeste. Não me deixaste à espera. Não me ignoraste. Não ficaste em silêncio. Respondeste. És tu quem eu quero. Hoje. Sempre. Para sempre. Não esperaste resposta. Agarraste-me pela cintura. Com essa segurança só tua. Beijaste-me.

Acordei. Queria não sonhar. Queria que a realidade fosse melhor que qualquer sonho. Queria que estar acordada fosse melhor que dormir.

terça-feira, 22 de março de 2016

Não quero ser mãe...

Afilhada em Paris a passar uns dias, e com estas notícias, a preocupação é enorme. Eu sei que as coisas acontecem onde e quando têm que acontecer, que cá pode acontecer exactamente o mesmo, mas ela lá, tão perto, este coração de madrinha não aguenta... Desejosa que estes dias passem, e ela volte para o pé dos pais, para juntinho de nós.

Quando é que esta gente louca pára???

domingo, 14 de fevereiro de 2016

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Carnaval

Todos os anos me acontece, e sei que não sou a única. Vejo pessoas, olho e volto a olhar e não consigo perceber se estão mascaradas ou se se vestem mesmo assim. E isso é coisa que me preocupa, bastante.

E pronto, era só isto. Bom Carnaval pessoas!!!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

O dia em que caí nos braços de um homem...

Literalmente!!!!

Sou pessoa que passa a vida a cair, não sei que raio se passa comigo mas ando sempre a cair. E até podiam ser quedas discretas, normais, mas não, são sempre quedas que provocam risos infindáveis aos meus amigos. Eu já caí no meio da faculdade, eu já caí de rabo numas silvas (andei 15 dias com uma nódoa negra gigante), já caí no colo de um rapaz no metro (a culpa é dos solavancos que o metro dá), já caí de rabo, novamente, numa passagem de ano (logo a seguir à meia-noite que é para começar bem o ano), entre tantas outras.
Desta vez foi no comboio, ia eu descansada a descer as escadas, comboio a parar e não vi o ultimo degrau, ou escorreguei (foi tão rápido que eu nem sei) e pronto, caio nos braços de um senhor que estava à minha frente, o senhor ficou a olhar para mim como quem diz "quem é esta maluca que se está a atirar a mim" e eu com a maior das vergonhas, com vontade de me esconder lá disse ao senhor um "obrigado, desculpe" muito rápido e lá saí o mais rápido que pude dali.

Eu não sei porque é que estas coisas me acontecem tantaaaaaasssss vezes, mas ao menos podia ser um rapazito novo (que ainda podia dar uma história gira para contar aos netos), não com um senhor com idade para ser meu pai.

Só a mim!!!