Ouvir o teu nome e afectar-me como achava que já não me afectava. Ouvir falar de ti e reconhecer apenas o nome. Tão estranho, tão surreal. Mas ao mesmo tempo reconhecer exactamente tudo o que é descrito. Não é a descrição da pessoa que eu conheci, mas é definitivamente a descrição de quem foste no fim. Talvez por inocência, ou estupidez, continuo a acreditar que realmente te conheci. Que foste sempre verdadeiro, mas que mudaste. Para pior, muito pior, mas foi uma mudança e não um engano. Prefiro mil vezes que te tenhas tornado um desconhecido a nunca te ter conhecido de verdade.
sexta-feira, 29 de abril de 2016
quarta-feira, 27 de abril de 2016
Eu tenho um problema
Sou despistada e isso implica não fixar lá muito bem as cara das pessoas ou achar pessoas parecidas quando estas não têm nada a ver. Pior, achar que uma pessoa (que só eu acho parecida) é a própria da pessoa com quem eu quero falar. Resultado: barraca e uma vergonha gigante com vontade de me enfiar debaixo de uma pedra.
Hà uns anos, quando entrei para a faculdade um colega pediu-me uns apontamentos, até aqui tudo bem, mas passados uns dias senta-se um rapaz ao meu lado e eu estendo-lhe os apontamentos dizendo-lhe que estavam ali os apontamentos que ele me pedira, como já devem ter percebido não era a mesma pessoa, e como é óbvio ficou a olhar para mim num misto de 'esta gaja é maluca' com 'já vi tentativas de engate melhores'.
Hoje voltou a acontecer, tinha combinado com uns colegas de faculdade fazer um trabalho, um deles conheço bem, o outro nem por isso (eu achava que sim, mas...), não tinha bem a certeza onde estavam por isso entrei em várias salas à procura deles, numa das salas (a única que restava) estava um rapaz praticamente enfiado no computador, de phones, tal e qual esse colega costuma estar, dirijo-me ao rapaz e pergunto se o outro colega ainda não tinha chegado, o rapaz fica a olhar para mim com cara de parvo, sem perceber nada. Eu, parvalhona, ainda insisti se ele não estava ali para fazer o trabalho xpto, ele continuou com a mesma cara. Eu lá pedi desculpa, disse que tinha feito confusão, e saí dali o mais depressa possível. Acontece que eu tinha percebido mal o local de encontro e eles estavam noutro sítio. Eu continuo a achar que eles eram iguais, que eram a mesma pessoa, mas parece que não. Só comigo!!!
Hà uns anos, quando entrei para a faculdade um colega pediu-me uns apontamentos, até aqui tudo bem, mas passados uns dias senta-se um rapaz ao meu lado e eu estendo-lhe os apontamentos dizendo-lhe que estavam ali os apontamentos que ele me pedira, como já devem ter percebido não era a mesma pessoa, e como é óbvio ficou a olhar para mim num misto de 'esta gaja é maluca' com 'já vi tentativas de engate melhores'.
Hoje voltou a acontecer, tinha combinado com uns colegas de faculdade fazer um trabalho, um deles conheço bem, o outro nem por isso (eu achava que sim, mas...), não tinha bem a certeza onde estavam por isso entrei em várias salas à procura deles, numa das salas (a única que restava) estava um rapaz praticamente enfiado no computador, de phones, tal e qual esse colega costuma estar, dirijo-me ao rapaz e pergunto se o outro colega ainda não tinha chegado, o rapaz fica a olhar para mim com cara de parvo, sem perceber nada. Eu, parvalhona, ainda insisti se ele não estava ali para fazer o trabalho xpto, ele continuou com a mesma cara. Eu lá pedi desculpa, disse que tinha feito confusão, e saí dali o mais depressa possível. Acontece que eu tinha percebido mal o local de encontro e eles estavam noutro sítio. Eu continuo a achar que eles eram iguais, que eram a mesma pessoa, mas parece que não. Só comigo!!!
segunda-feira, 25 de abril de 2016
25 de Abril
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| Foto minha (um bocado desfocada, mas apropriada ao dia) |
sábado, 23 de abril de 2016
Dia da Terra
domingo, 17 de abril de 2016
Era a festa de casamento da minha prima. Cheguei e tu estavas lá. Não compreendi. Não a conheces. O que é que fazias ali? Tentei falar contigo. Puxaram-me, era preciso tratar de um qualquer assunto que não me consigo lembrar. Perdi-te de vista. Encontrei-te. Ou talvez tenhas sido tu a encontrar-me. Perguntei-te o que fazias ali. Não me respondeste. Insisti. Disseste apenas que tinhas vindo falar comigo. Perguntei como sabias que estaria ali. Não conheces ninguém. Não falamos há meses. Mais uma vez deixaste o silêncio como resposta. Eu cada vez mais confusa. Tu. Seguro. Sempre. Ia insistir. Apareceu uma criança. Agarrou-te pela mão. Tu foste. Não resististe. Deixaste-me sem resposta. Nunca deste as respostas quando eu queria. Sempre no teu tempo. Tiras-me do sério. Essa tua mania de adorar ver-me fora de mim. Só respondes quando queres. Tu sabes que me tira do sério. Não te voltei a ver. A festa acabou. Fui-me embora. Ia sozinha. Oiço-te. Ana. Espera. Questionei-te. Para que? Desta vez respondeste. Não me deixaste à espera. Não me ignoraste. Não ficaste em silêncio. Respondeste. És tu quem eu quero. Hoje. Sempre. Para sempre. Não esperaste resposta. Agarraste-me pela cintura. Com essa segurança só tua. Beijaste-me.
Acordei. Queria não sonhar. Queria que a realidade fosse melhor que qualquer sonho. Queria que estar acordada fosse melhor que dormir.
Acordei. Queria não sonhar. Queria que a realidade fosse melhor que qualquer sonho. Queria que estar acordada fosse melhor que dormir.
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