quarta-feira, 1 de novembro de 2017

A condição de ser madrinha da tua filha era nunca ter que exercer o meu dever. A condição de ser madrinha da tua filha era mima-la. Estraga-la. Oferecer-lhe presentes. Mas tu trocaste-me as voltas. Esse não era o acordo. Tens um mundo de pessoas que gostam de ti. Nunca vamos deixar as tuas filhas. Eu só espero não te desiludir. Só espero continuar o excelente trabalho que começaste.

Até um dia prima ♥️

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Cérebro, o ditador

Fotografia da Exposição de Andy Warhol em Praga


Naqueles filmes de sábado à tarde, de qualidade duvidosa (aqueles de gaja) a personagem principal leva toda uma vida com os mesmos hábitos, a cometer os mesmos erros. De repente há um dia em que tem uma epifania (normalmente levou com os pés pela quingentésima vez) e resolve dar um murro na mesa, virar o jogo e mudar a personalidade que teve durante 20, 30, 40 anos. E a coisa resulta, resulta mesmo. Nos filmes. O problema pode ser meu, mas nunca conheci ninguém que o tivesse feito com sucesso. Há quase 28 anos que oiço que devo viver mais, pensar menos. Sim 28 anos. Já em criança pensava em todas as consequenciais possíveis e imaginárias do disparate que me apetecia fazer. Era a miúda certinha que raramente fazia uma asneira. Hoje sou a miúda certinha que raramente faz algo certo porque não faz uma bela de uma asneira. E eu adorava viver num filme. Resolvia que não ia pensar nas coisas. Fazer e deixar acontecer. Depois logo se vê. Logo se resolve. Mas não, calhou-me em sorte viver numa vida real, em que o meu cérebro funciona demais e tem demasiado poder em mim. E depois, quando eu não me deixo levar. Quando avançam. Quando eu recuo. Dizem-me, invariavelmente,  que tenho que descontrair, não stressar tanto, não pensar tanto. E eu sei que é verdade. Mas experimentem viver com o meu cérebro, um dia que seja, e depois digam-me como correu com esse grande ditador.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Praga - Dia 1

Foram 5 dias que souberam a pouco. Dias com muito quilometro nas pernas, com muito disparate, muito riso. Dias maravilhosos.
Os disparates começaram logo em Portugal, eu que nunca tinha andado de avião só queria que aquela coisa gigante não caísse, estava uma pilha de nervos e como tenho os melhores amigos desta vida eles resolveram deixar-me ainda pior, lembrando-me de todas as tragédias possíveis e imaginárias com aviões. Mas lá fomos, correu tudo bem, não é tão mau como imaginava, excepto a descolagem que não achei nada agradável.
Chegados ao aeroporto de Praga tratámos de levantar dinheiro (as taxas de levantamento são para lá de horríveis, por isso mais vale levantar muito de uma vez ou pagar directamente com multibanco que tem taxas bem menos elevadas) e fomos comprar os bilhetes para o autocarro. Os bilhetes de transportes públicos podem ser usados para vários transportes, existindo bilhetes de vários preços conforme o tempo de utilização. Comprámos o bilhete de 90 minutos que custa cerca de 1,30€, apanhámos o autocarro até ao metro (não circulam autocarros dentro da cidade) que nos levou até Nové Město (Praga 2) onde era a "nossa" casa. Optámos por alugar uma casa no airbnb, a casa era óptima, central (fomos a pé para todo o lado) e como éramos 4 ficou bem mais barato. Depois de instalados, fomos ao supermercado e aí foi a aventura. Nada está escrito em inglês (encontrámos umas pizzas que tinham os ingredientes escritos em português, fora isso tudo em checo, russo e afins) portanto uns andavam com o tradutor e outros com o conversor de moeda. As coisas são realmente baratas, comprámos jantar para esse dia e coisas para o pequeno almoço (que acabou por ser uma espécie de brunch) para os restantes 4 dias e pagámos cerca de 35€.
Depois do jantar fomos apenas fazer o reconhecimento das redondezas, passeámos junto ao rio, e fomos conhecer a famosa ponte Carlos (Karlův most) que está sempre cheia. E pronto, foi o primeiro dia em Praga.
Ponte Carlos, Castelo e Catedral


Estátua de Karlův  junto à ponte com o seu nome

Na ponte Carlos

 

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Fui só aqui

Foram 5 dias maravilhosos, com muito riso e felicidade à mistura. Cheguei ontem, com direito a aplausos e tudo (afinal eram para o Markovic, esse traidor, que chegou ao mesmo tempo). Agora vou só estudar, fazer trabalhos e acabar um curso e depois conto como foi a viagem.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

"Liberté, egalité, fraternité"? Só que não


A história da proibição do burkini, em França, anda a incomodar-me. Incomodar é pouco, anda mesmo a irritar-me e muito. Proibir a burka eu até percebo, por questões de segurança é importante que a pessoa não tenha a cara tapada, e de burka é impossível identificar seja quem for. Agora o burkini muito sinceramente não percebo a escandaleira. Aquilo incomoda exactamente porque? Uma pessoa completamente vestida (mas com cara à mostra) incomoda? É que a mim sinceramente consegue incomodar-me mais algumas pessoas demasiado despidas, incomodam-me as leggins em geral, as "tigresse" em particular, mas não andam aí a proibir as pessoas de as vestir pois não? Não percebo o porquê de países (supostamente) desenvolvidos fazerem uma proibição dessas. Onde é que anda a liberdade de cada um poder vestir o que quiser? Anda-se a criticar a falta de liberdade nos países muçulmanos, que têm uma total falta de respeito pela liberdade em geral e das mulheres em particular e depois faz-se uma coisa destas? Não percebo como é que andamos a regredir em direitos supostamente básicos, e voltamos a ter que nos vestir como outros consideram correto. A França, com o seu lema "liberté, egalité, fraternité"consegue contradizê-lo absolutamente com esta proibição. O medo está a toldar-nos completamente o juízo e a deixar-nos tão extremistas como os que andamos a combater.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Fotos de m**da (literalmente)

Já vi muita coisa nesta minha curta vida, e já ouvi dizer que o parto pode afectar um bocado as mulheres, mas o que eu nunca tinha visto era uma mãe a anunciar orgulhosamente o nascimento do seu filho com uma foto do pequeno todo borrado, as devidas desculpa mas foi mesmo a palavra mais simpática para descrever a situação.
Eu até folgo em saber que a criança nasceu bem, saudável e que os intestinos estão a funcionar que é uma maravilha, mas não precisava de provas disso. Não precisava de ver essas provas por todoooooooo o lado, chegava-me a palavra da mamã e mesmo isso já era too much information. Escusado será dizer que esta pessoa já foi posta a andar do meu facebook, certo?

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Medo

Medo de ser feliz. Provavelmente a coisa mais estúpida que me passou pela cabeça mas acho que é isso mesmo. Tenho medo de demasiada coisa, medo de falhar, medo de me magoar, medo de sofrer, medo de tentar. O pensamento é sempre o mesmo, e se não resultar, e é esse mesmo medo que me impede de experimentar, de tentar. O medo paralisa, e nunca saberei o que seria se o tivesse enfrentado. Um dia vou ignora-lo e tentar. Se falhar, falhei, se me magoar, magoei, se sofrer sofri. Mas se tentar, ao invés de deixar as horas, os dias, os anos, a vida passar talvez seja realmente feliz. E se não for à primeira, aprendo com o que passar e um dia há-de ser.