domingo, 17 de abril de 2016

Era a festa de casamento da minha prima. Cheguei e tu estavas lá. Não compreendi. Não a conheces. O que é que fazias ali? Tentei falar contigo. Puxaram-me, era preciso tratar de um qualquer assunto que não me consigo lembrar. Perdi-te de vista. Encontrei-te. Ou talvez tenhas sido tu a encontrar-me. Perguntei-te o que fazias ali. Não me respondeste. Insisti. Disseste apenas que tinhas vindo falar comigo. Perguntei como sabias que estaria ali. Não conheces ninguém. Não falamos há meses. Mais uma vez deixaste o silêncio como resposta. Eu cada vez mais confusa. Tu. Seguro. Sempre. Ia insistir. Apareceu uma criança. Agarrou-te pela mão. Tu foste. Não resististe. Deixaste-me sem resposta. Nunca deste as respostas quando eu queria. Sempre no teu tempo. Tiras-me do sério. Essa tua mania de adorar ver-me fora de mim. Só respondes quando queres. Tu sabes que me tira do sério. Não te voltei a ver. A festa acabou. Fui-me embora. Ia sozinha. Oiço-te. Ana. Espera. Questionei-te. Para que? Desta vez respondeste. Não me deixaste à espera. Não me ignoraste. Não ficaste em silêncio. Respondeste. És tu quem eu quero. Hoje. Sempre. Para sempre. Não esperaste resposta. Agarraste-me pela cintura. Com essa segurança só tua. Beijaste-me.

Acordei. Queria não sonhar. Queria que a realidade fosse melhor que qualquer sonho. Queria que estar acordada fosse melhor que dormir.

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