sexta-feira, 29 de abril de 2016

Desconhecido

Ouvir o teu nome e afectar-me como achava que já não me afectava. Ouvir falar de ti e reconhecer apenas o nome. Tão estranho, tão surreal. Mas ao mesmo tempo reconhecer exactamente tudo o que é descrito. Não é a descrição da pessoa que eu conheci, mas é definitivamente a descrição de quem foste no fim. Talvez por inocência, ou estupidez, continuo a acreditar que realmente te conheci. Que foste sempre verdadeiro, mas que mudaste. Para pior, muito pior, mas foi uma mudança e não um engano. Prefiro mil vezes que te tenhas tornado um desconhecido a nunca te ter conhecido de verdade.

3 comentários:

  1. O final das relações trazem amarguras, mágoas, tristezas e raivas, mas daqui a uns tempos todos esses sentimentos é substituído por um só: a indiferença. Ontem doía, hoje ainda dói um bocado, amanhã, vai doer menos e daqui a uns tempos será tão inócuo que não será mais do que uma memória difusa de um passado longínquo. Truste me, I know what I'm talking about! ;) Força!

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    1. Obrigada pelas palavras. Bem sei, mas antes de tudo éramos amigos e isso é que me magoa, o facto de um amigo ter falhado comigo.

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    2. Peço desculpa lápis roído, por lapso eliminei o último comentário. Mas obrigada pelas palavra, e não há nada que não se supere e se retire qualquer coisa d positivo daí :)

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